Corpo silhueta feminina

Nova camisa do Aston Villa Football Club

2020.09.02 08:54 descobrirfutebol Nova camisa do Aston Villa Football Club

Como um dos times mais antigos da Premier League, o Aston Villa Football Club foi fundado em 1874. Foi o primeiro time da Premier League de 1888 e da Premier League inglesa de 1992. Kappa se tornou o principal parceiro do clube na temporada 2019/20. Os dois lados assinaram um acordo de três anos, até 2022, a Kappa fornecerá à equipe equipamentos de competição e treinamento.
Recentemente, a famosa marca italiana de moda esportiva Kappa e Aston Villa Football Club anunciaram a equipamentos de futebol 2020/21. As jogadoras da equipe feminina do Aston Villa, que iniciarão a primeira temporada de futebol feminino da Premier League, exibiram esta nova camisa da casa como modelo.
O tecido tem elasticidade de quatro lados e adota a tecnologia de alfaiataria tridimensional e multidimensional 3D para tornar a silhueta mais adequada para o corpo humano, permitindo que os jogadores se movam mais livremente e mostrem um corpo em forma. Seu design exclusivo de costura externa reduz com eficácia o desconforto causado pela fricção na pele e tem excelente desempenho em peso, elasticidade, respirabilidade e conforto.
Esta equipamentos de futebol Aston Villa 2020-2021 barata da nova temporada em casa com base no modelo de camisa Kappa tem mangas azul céu tradicionais apresentadas em um estilo moderno. A gola também adota um design moderno, e as costuras dos dois lados da camisa também apresentam underlay azul celeste. Design não falta. Nos detalhes, seja uma versão de fã ou uma versão de jogador da camisa, o requintado e texturizado emblema do clube de silicone é adicionado ao peito, e o icônico padrão de leão do clube aparece orgulhosamente sob a gola traseira, e a gola de camisa é adicionada alto. O slogan "Parte do Orgulho", a adição de listras pretas torna a nova camisa mais elegante.
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2020.07.05 12:32 arrux1 Experiências Sobrenaturais

Então gente tudo que estou escrevendo aqui de fato aconteceu comigo, não é lorota nem creepy pasta nem nada.
A uns 6 anos atrás (ou mais, nao lembro bem) fui tirar um cochilo no meu quarto de tarde como costumava fazer sempre. Em um dia específico, acordei em paralisia e estava numa posição meio encolhida e virada para parede. Até então tudo bem, pois já tinha vivido situações parecidas. Porém ao começar a sentir os meus movimentos voltando, o meu corpo começou a piscar (acho que eu mudava rapidamente para branco e vermelho mas tb n tenho ctz) como se existisse uma luz irradiando de mim. Eu ouvia um som de vento muito forte, como se estivesse voando ou pousando em alta velocidade. E eu tenho certeza que estava acordada, pois quando meu corpo voltou ao normal e o barulho parou eu não senti que "acordei" de novo, simplesmente eu continuei com a vista da parede na minha frente tentando processar o que tinha acontecido. Logo em seguida eu pulei da cama assustada e fui ligar a luz fiquei tipo ????? Procurei minha mãe que é muito católica para contar a situação e ela me respondeu com "Reze minha filha, sua vó dizia que os anjos abandonam quem dorme nu" dai eu ri eu fiquei ainda mais wtf? Enfim, obviamente eu nao acreditei em nada disso e segui minha vida intrigada com esse episódio.
Em outro momento, esse a uns 2 anos atrás (tambem foi em uma situação que estava dormindo virada para parede) novamente acordei em paralisia. Mas dessa vez vi um vulto preto em forma de silhueta feminina entrando correndo através da porta fechada do meu quarto. O vulto deitou por trás de mim se uniu ao meu corpo, como se fosse minha alma voltando. Logo depois recuperei meus movimentos, mas acabei deixando pra lá Dessa vez não morava mais com minha mãe para dividir a situação.
Enfim, tenho certeza que não estava sonhando em nenhum desses casos. Não tenho uma religião específica, apesar de as vezes recitar algumas rezas do catolicismo e mantras do budismo. Devo procurar ajuda? Vcs já passaram por alguma situação parecida?
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2019.06.12 18:25 KoboldLanceiro Leitura crítica do conto "Paredes"

Paredes

As trilhas que se aventuravam pela Floresta de Lövren eram ímpares.
Os grandes pinheiros eram muralhas que protegiam os viajantes da incerteza da natureza além das trilhas.
Há pouco havia amanhecido. O sol iluminava o topo das árvores pela primeira vez no dia, a manhã estava fria, as folhas úmidas flutuavam no vento e o corpo de Frederick protestava contra a decisão de se levantar da cama tão cedo.
A viagem até o grande lago era longa. Se saísse cedo pela manhã era possível alcançar a margem das águas escuras pela noite. Frederick alimentou os dois cavalos que puxariam sua carroça pela trilha. Tinha organizado os suprimentos na noite anterior já que o nervosismo tinha lhe tirado o sono. Tomou sua xícara de café com calma enquanto olhava pela janela da cozinha. A pouca neve que havia caído era um bonito contraste com o verde da mata e o azul do céu.
Ele podia ver a fronteira da Floresta no horizonte à frente da sua janela. Sua respiração quente criava vapor com o vento frio e o café esquentava a palma de suas mãos e seu corpo. Frederick se sentia confiante sobre a viagem que viria. Ele havia se decidido sobre a viagem há algumas semanas e o cansaço não seria nada quando chegasse ao seu destino. Diziam que o lago à noite era único e em todas as vezes que contava para sua esposa sobre seus planos, Frederick deixava claro o quanto queria ver com seus próprios olhos tudo que as águas guardavam.
Assim que terminou seu café caminhou em direção ao quarto do seu filho. Frederick reparava e reprovava as paredes da casa. O branco desbotado não criava a sensação de lar que ele sempre imaginou. Gostaria que seu filho crescesse em uma casa mais aconchegante e estava tentando juntar dinheiro para isso. Ele tinha as cores perfeitas para o ambiente já decididas e não via a hora de poder pintar as paredes sem vida. Quando entrou no quarto do pequeno Matias o bebê tinha acabado de acordar e ameaçava chorar. Frederick pegou seu filho no colo, deu um beijo em sua testa e o levou até o quarto de Martha.
O homem parou alguns minutos na porta enquanto admirava sua esposa. Martha havia dado à luz a Matias há pouco menos de um mês e ainda sentia as dores do parto. Pouco tempo depois do nascimento do seu filho ela adoeceu e Frederick cuidava de tudo enquanto Martha repousava. O homem foi até sua esposa e a acordou gentilmente. Os dois conversaram por alguns minutos e se despediram. Martha já sabia da pequena viagem de Frederick e estava animada pelo marido. Ele andava falando disso já havia algum tempo e finalmente arranjou tempo para ir. Martha queria acompanhar Frederick, é claro, mas sabia que os dois teriam outras oportunidades. Ela precisava se sentir melhor para poder passar mais tempo com o pequeno Matias.
Enquanto os dois conversavam Martha brincava com seu filho. As dores que ela sentia a impediam de se movimentar muito e depois de algum tempo Frederick colocou o bebê de volta em seus braços.
Frederick tentou desajeitadamente colocar mais um cobertor em cima de Martha com uma mão enquanto equilibrava Matias no outro braço, a deu um beijo de despedida e deixou que sua esposa dormisse mais. Foi até a carroça no pequeno curral e a organizou com os grandes cobertores de pele, fazendo um pequeno abrigo. Fez carinho nos dois cavalos que o puxariam pela trilha, se agasalhou e montou na carroça. A madeira rangeu e ameaçou se partir quando o veículo começou a se mover. Frederick havia herdado a carroça de seu falecido pai, e mesmo a madeira estando velha e quebradiça, ele nunca pensou em trocá-la. A carroça não parecia feliz com a viagem.
Enquanto a carroça se aproximava da Floresta, o vento e os pássaros enchiam o ambiente. O ar frio era leve e transmitia calma a Frederick, mas assim que atravessou a fronteira dos grandes pinheiros, a atmosfera mudou completamente. De repente só se ouvia o barulho da carroça e da respiração dos cavalos. Frederick sabia que muitos animais viviam naquele local, mas não conseguia ver nenhum sinal deles. O silêncio da Floresta era absoluto até o momento em que sua carroça rompeu a barreira dos pinheiros. Agora o viajante se sentia ofendendo aquele novo mundo à sua volta.
O vento frio que que ia de encontro com seu corpo não fazia com que os galhos se mexessem. Tudo dentro da Floresta era estático. A mata parecia presa no tempo, e Frederick não tinha ideia do quão perigoso isso podia ser. Os cavalos pareciam nervosos e caminhavam com hesitação. As rédeas eram estaladas para lembrar aos animais que eles tinham um trabalho a fazer, que em resposta cumpriam seu dever com má vontade. Os imensos pinheiros iam até o céu enquanto se entortavam a tentavam tampar o céu.
A maior parte da manhã passou sem surpresa. Frederick pareceu se acostumar com a sensação que a Floresta transmitia, mas isso não a fez mais agradável. Não era a primeira vez que ele havia entrado no território, é claro, mas a novidade era se aventurar tão fundo nas trilhas. Algumas horas antes da pausa que faria para o almoço, a trilha foi obstruída pela silhueta de um animal metros à frente. Os cavalos pararam ainda distantes e Frederick resolveu investigar já que sua condução se recusava a caminhar.
Foi se aproximando lentamente com seu rifle em mãos. Sentia suas pernas tremerem e preferiu pensar que era só por conta do frio que sentia. Ao chegar mais perto percebeu que um lobo cinza jazia jogado na estrada. Frederick congelou quando percebeu o lobo, mas se aliviou quando notou que animal estava morto. Uma grande ferida abria seu corpo do alto da garganta até o início da cauda. O lobo estava praticamente dividido em dois. Frederick averiguou que os órgãos do animal estavam espalhados por todos os lados e que os olhos haviam sido arrancados.
Tudo indicava que aquilo tinha acontecido há poucos minutos. O sangue do lobo ainda se espalhava pelo chão e os órgãos eram movidos por espasmos. Frederick conseguia ouvir a respiração fraca de um animal que morreria a qualquer momento. O homem aguardou impacientemente que o lobo morresse de uma vez. Queria acabar com as dores do animal, mas se sentiu incapaz. Algo sobre como o animal foi atacado deixava Frederick incerto. Tinha medo de que o culpado ainda estivesse por perto, sendo um outro animal ou não, e se sentia observado.
Frederick tentava racionalizar em como não havia conseguido ouvir o animal ser atacado. Não notou nenhum rastro por perto. Frederick tinha muitas dúvidas e nenhuma resposta. Preferiu agarrar-se à ignorância do que descobrir as respostas que não gostaria de saber.
Quando Frederick deixou de ouvir a respiração do lobo, após alguns cruéis minutos, decidiu arrastá-lo para fora do caminho. Puxando o animal pelas patas dianteiras o colocou entre os pinheiros ao lado da trilha. Frederick sentia que algo puxava o lobo para o lado contrário. O cheiro de sangue começava a causar ânsia em Frederick enquanto ele pensava ter visto mãos velhas e cadavéricas puxando o animal para o chão e ele rapidamente, sem concluir sua ideia, voltou à carroça. Acelerou o passo dos cavalos e deixou para trás o cadáver. Percebeu que suas mãos estavam sujas de sangue pela primeira vez e tentou, em vão e com nervosismo, limpá-las no casaco.
Era hora do almoço quando Frederick fez sua primeira pausa na viagem. Numa pequena clareira o homem montou uma pequena fogueira e colocou sob o fogo sua panela portátil. Desceu à direita da trilha para o rio que cortava a Floresta para lavar suas mãos enquanto a panela esquentava o ensopado que ele havia preparado na noite anterior.
Colocando as mãos no rio viu o vermelho que pintava suas mãos ser levado correnteza abaixo. Se perdeu em como à medida que o sangue ia saindo suas palmas voltavam à sua cor desbotada.
A água gelada puniu as mãos de Frederick depois de ficar imersa alguns segundos a mais que o ideal. Quando o homem acabou e se levantou novamente, sentiu como se o mundo rodasse e ouviu um barulho vindo da outra margem do rio. Frederick estava tonto e tentava encarar as árvores enquanto sua visão se distorcia. A outra margem parecia se distanciar cada vez mais e os pinheiros se afastavam e abriam um caminho que ia se retorcendo e escurecendo. Tudo a sua volta parecia se derreter e ser levado pelo rio enquanto ele tentava se manter em pé. No meio dessa trilha Frederick viu uma pessoa. Foi difícil entender o que ele estava vendo mas percebeu uma silhueta feminina. A figura com braços sujos das mãos até os cotovelos encarou o homem, que perdeu noção do tempo que ia se passando.
Frederick viu que a mulher dizia algo, mas ele não conseguia ouvir. Frederick quis chegar mais perto, mas o rio agora parecia ameaçador. As águas estavam completamente negras e a correnteza forte ameaçava leva-lo para o fundo.
Em um clique enquanto Frederick piscou os olhos tudo voltou ao normal. Ele se sentia um pouco tonto e sentiu seu estômago se revoltar por conta da fome. Caminho de volta até seu pequeno acampamento enquanto colocava suas mãos no bolso para poupá-las de sentir mais frio. Já não havia sangue em suas mãos, mas Frederick não sentia que elas estavam mais limpas que antes.
Preparou duas refeições de ensopado de coelho com alguns legumes e pedaços de pão velho. Não se apressou em almoçar e curtiu cada colherada que colocava na boca. Sentir a comida quente aquecer seu corpo quase conseguia tirar sua mente de tudo que havia visto durante sua viagem. Quando finalmente guardou o que usou no almoço e se ajeitou novamente para seguir viagem, sentia-se motivado a chegar até o lago.
A viagem durante a tarde pareceu render muito mais que o normal. Frederick só reparou quantas horas tinham se passado quando precisou acender um lampião para iluminar seu caminho. Já estava muito fundo na Floresta e dessa vez nem o barulho da carroça parecia fazer diferença. O silêncio era tudo. As vezes a tonteira ia e vinha, mas depois de algum tempo ele se acostumou com a sensação incômoda. Sua mente vagava entre as lembranças da mulher entre as árvores e do lobo na trilha. Lembrou-se de casa e de Martha e se perdeu na visão do lobo e em suas mãos sujas. Mas mesmo assim seguia em frente. Depois de várias horas de viagem desde seu almoço, a luz dos dois lampiões dianteiros finalmente iluminou o início de uma grande clareira. Frederick tinha chegado ao seu destino.
O lago era lindo à luz da lua. Os altos pinheiros e os vagalumes que flutuavam no ar davam a impressão de que Frederick havia encontrado um oásis. O centro do lago era coberto por uma densa neblina que aos poucos avançava até à margem. Frederick desceu da carroça com a barriga fria com o nervosismo. Suava frio e suas mãos tremiam. O homem retirou o rifle das costas e o repousou no banco da carroça.
Lentamente se aproximou das margens do rio e colocou seus pés dentro da água. Caminhou até que a água alcançasse seus joelhos e se viu dentro da neblina. Sentiu-se ameaçado quando ouviu movimento na água à sua frente e observou a neblina abrir caminho para uma mulher que vestia preto e um colar com uma pedra verde que parecia pulsar. Sua pele era de um tom acinzentado e seu cabelo era curto e despenteado. Os olhos da mulher eram negros como o céu da noite e seu sorriso tinha algo que incomodava. Ele parecia ser grande demais ou que estava um pouco distorcido no rosto da pessoa a sua frente. O homem não conseguia entender o que causava tanta inquietação sobre o sorriso.
Mas independentemente do que estava o incomodando Frederick finalmente encontrou a mulher que procurando há muito tempo. Ele estava diante da Bruxa. A viagem não havia sido em vão.
A Bruxa pegou a mão de Frederick e a beijou lentamente. O homem sentiu que iria desmaiar. Ele olhava nos olhos da mulher e se sentia jogado no vazio. Aquilo vinha perturbando seus sonhos desde que se mudou para a fazenda com sua esposa. Ele estava feliz de finalmente tê-la encontrado. Mas não sabia se aquilo era a coisa certa a se fazer.
A Bruxa sussurrou coisas no ouvido de Frederick e o homem ouviu atenciosamente. Enquanto ela falava ele fechou os olhos e respondiam às perguntas acenando com a cabeça. Perdeu a noção de quanto tempo havia ficado dentro do lago, mas quando a mulher soltou sua mão e ele abriu seus olhos novamente, por um momento viu o que a Bruxa era de verdade. Frederick ficou maravilhado com o que via enquanto todo o seu corpo lutava em vão para sair dali. O homem se perdeu no labirinto da insanidade que ele mesmo havia construído em sua mente. Sua obsessão pela Bruxa tinha o levado até aquele momento.
Sorriu para si mesmo aliviado e sua tímida risada desconstruiu o perfeito silêncio daquela noite.
Saiu do lago e foi em direção à carroça. Sabia que não havia acabado. Subiu na parte de trás da carroça e correu suas mãos pelos vários cobertos de peles. Quando colocou seu filho Matias em seus braços pela primeira vez desde o almoço, o bebê chorou e protestou contra o vento frio que tocava seu rosto. Frederick foi caminhando em direção ao lago enquanto ninava seu filho. Na margem a Bruxa esperava ansiosamente pelos dois. O pai deu um beijo na testa do filho e o entregou para a mulher do lago. Os dois se olharam e a Bruxa sorriu para Frederick. O homem se sentiu orgulhoso, respeitado e amado.
Enquanto nos braços da Bruxa as roupas brancas de Matias eram manchadas pelo vermelho viscoso que sujava os braços da mulher.
Admirou enquanto a mulher desenhava símbolos na testa do bebê, que a observava atentamente em resposta. Quando os dois desapareceram na neblina, Frederick subiu na carroça novamente e começou a viagem de volta para sua casa.
Suas mãos estavam novamente sujas. Mas dessa vez, o sangue em sua pele não o incomodava mais.
Frederick não sabia como havia voltado para casa, nem quando tempo havia levado. Quando voltou a si sua carroça estava deixando os grandes pinheiros e ele via sua fazenda com as luzes acessas. Enquanto Frederick estava fora, Martha tinha se levantado e percebido que Matias não estava mais em casa. A mulher se desesperou em pensar que o marido havia levado seu filho recém-nascido para viajar na Floresta no início do inverno. Martha tentou ao máximo ficar acordada até que Frederick voltasse, mas os remédios e o cansaço físico venceram. Ela só conseguiu rezar e esperar.
Frederick entrou em casa com sua pequena mochila e o rifle em suas costas. Na sala de estar encarou as paredes e sentiu raiva. Ele nunca gostou da cor e sabia que tudo tinha sido ideia de Martha. Sentiu um ódio incontrolável e no corredor que levava para o quarto viu a Bruxa o convidando para entrar.
Frederick se armou de seu rifle e caminho até o quarto.
Não se importou com os gritos de Martha, porque finalmente ele iria pintar as paredes com a cor que sempre quis.
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2019.05.16 00:09 Pocketyuf Amargo despertar

Era fim de tarde e as nuvens começavam a fechar o céu.
O crepúsculo se instaurava. O ar estava tão leve quanto era possível recordar e um tênue frio amenizava o que havia sido um dia extenuante.
Os dois adentraram na casa, empurrando a pesada porta dupla de carvalho com um estrondo. Risos preencheram o hall de entrada ao que o rapaz encarava o interior da construção pela primeira vez.
Uma casa larga e bem ventilada, precariamente iluminada por janelas do andar superior que vazavam a luz externa para dentro dos cômodos, projetando nas paredes a sombra dos corrimãos da escada de madeira finamente trabalhada que dava acesso ao piso de cima. O jovem pasmou ao reparar que o corrimão tinha adornos únicos que pareciam ter sido esculpidos diretamente no mogno maciço e representavam vários desenhos diferentes, partindo de animais até bestas mitológicas.
Respirando fundo, seus olhos correram pelo resto do aposento em que se encontrava. Ao lado da escada havia uma pequena mesa de ferro circular, no qual se encontrava o que parecia ser um aquário pousado sobre uma superfície de vidro. Tanto do lado direito quanto esquerdo, apresentavam-se portais que davam acesso a misteriosos cômodos, obscurecidos pela penumbra da casa. Ele sentiu-se compelido a explorar toda a imensidão do desconhecido, quando uma mão tocou seu braço gentilmente.
- Ei, está tudo bem? - disse a voz feminina, em um tom jovialmente acolhedor e curioso. Ele virou-se para encará-la.
Aqueles olhos brilhavam na escuridão, grandes e vivos. Era como se as luzes refletidas do andar superior serpenteassem pelos cantos da casa até encontrarem seu olhar. Ela tinha um quê de inocência que ele consideraria inteiramente verdadeiro, caso o leve contorno de um sorriso maroto não estivesse sugerido em seus lábios, tingidos por um rubor convidativo.
- Sim. - balbuciou ele, perdendo-se nos traços delicados dela. - Sim, eu estou. - disse, sentindo-se um tolo instantes depois ao perceber que não respondera exatamente o que ela perguntara.
Com um risinho, a moça apanhou seu braço e começou a guiá-lo escadas acima. O toque dela era terno e ele conseguiu perceber que o corpo dela estava morno. Ela se movimentava com graça felina, em passadas leves e silenciosas, quase como se flutuasse acima dos degraus, o que contrastava com o jeito desajeitado de seu acompanhante.
Na medida que foram subindo, o rapaz foi se deparando com um corredor, onde o piso era de madeira escurecida e a primeira coisa que notou ao chegar no andar superior foi que as paredes eram de vidro e permitiam a visão para o lado de fora.
Na distância, olhando para o exterior, se notava o longo paredão de pedra das colinas ao fim da tarde. recortando o céu com sua silhueta altiva e ancestral.
Naquele piso também havia circulação de ar fresco, quase como se anunciasse que a noite estava por vir e com ela o frio.
Pro lado direito do corredor, nada mais havia, exceto grandes portas na parede oposta à de vidro, as quais o jovem imaginou que davam acesso aos quartos. Já para a esquerda, o corredor se precipitava para uma sala acarpetada, parcialmente oculta pela parede lateral de cor creme. Se conseguia notar um grande sofá de couro com um abajur alto ao lado, no que sugeria um arranjo um tanto minimalista.
A moça sentou-se preguiçosamente no chão de madeira, observando as colinas do lado de fora.
- Adoro essa vista. - comentou ela, abraçando os próprios joelhos.
Ele seguiu o olhar dela enquanto se sentava a seu lado. A jovem recostou a cabeça em seu ombro, relaxando do abraço solitário que se dava.
O ar frio passou a ter um odor tênue de orquídeas e o rapaz aspirou, compreendendo no instante seguinte que este vinha da figura esguia apoiada nele.
Ele sentiu seu coração batendo e observou as cores do céu tingirem-se e se refletirem nas rochas da colina antes do dia despedir-se uma última vez, em brilhos rosados e esverdeados gerados pela coloração dos raios ultravioleta em contraste com as grossas vidraças da construção. Ele inspirou o ar novamente, fechando os olhos.
Para nunca mais abri-los. Ao menos não naquele mundo.
Quando ofuscou-se ligeiramente pela luz do dia, seus pensamentos foram se colocando em ordem em sua cabeça, reconstruindo o sonho que acabara de ter enquanto se sentava na cama de solteiro.
O jovem não sabia se ficava triste por ter sido apenas um sonho ou feliz de ter se sentido tão vivo, ao menos naquele singelo momento de sono profundo.
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2018.01.20 02:46 Eyeofart Intensidade.

Ah, eu sei, eu sei que aos olhos dos outros, isso irá soar repulsivo, devasso e pecaminoso.
Eu não sei o que fazer, eu não tenho a certeza de minha heterossexualidade, e não consigo parar de pensar no universo feminino, na figura feminina.
A delicadeza feminina sempre me instigou, de algum modo, mas esse 'interesse' nunca foi tão nítido, mas ultimamente...
Não paro de pensar nos corpos de diferentes mulheres/moças, silhuetas, nádegas, seios, vaginas em formato quase que frutífero. Meus desejos obscuros têm me destruído, praticamente.
Gostaria de observaenxergar com calma, essa intensidade que tenho sentido em relação ao mesmo sexo.
Entretanto, desejaria viver uma vida sem rotulações.
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